Acusado de roubar e matar homossexuais no Paraná é condenado a 104 anos de prisão

Gleidson


O homem acusado de matar e roubar homossexuais em Curitiba, J.T.C.S, de 33 anos, foi condenado a 104 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de latrocínio. A sentença, assinada pela juíza, é do último dia 8 de julho, mas só veio a público nesta quinta-feira (14).

“Considerando o disposto no artigo 69, caput, do Código Penal, bem como o contido na fundamentação retro, aplica-se ao caso dos autos a regra do concurso material de crimes. Assim, as penas devem ser somadas, resultando em uma pena total ao acusado de 104 (cento e quatro) anos, 04 (quatro) meses e 6 (seis) dias de reclusão e 229 (duzentos e vinte e nove) dias multa, a qual torno definitiva”, diz a sentença.

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J.T.C.S, de 33 anos, é acusado de ter matado e roubado três homens gays, dois em Curitiba e um em Santa Catarina. Ele foi preso na manhã do dia 29 de março do ano passado, em uma pensão localizada no bairro Capão Raso, na capital paranaense.

À época, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa afirmou que o homem se tratava de um serial killer. Todas as vítimas dele moravam sozinhas e eram homossexuais. Segundo as investigações, ele possuía um modus operandi específico após conhecer o alvo em aplicativos de relacionamento. Todas as vítimas foram encontradas com sinais de estrangulamento.

Em entrevista coletiva concedida em maio do ano passado, o delegado chegou a afirmar que o serial killer alegou escolher homossexuais por serem vítimas “fáceis”. Na delegacia, ele também confessou os crimes e disse que gostaria de matar uma pessoa por semana.

“Ele confessou a grande maioria dos crimes aos quais são a ele imputados, dando inclusive detalhes de como os praticou. Não demonstrou arrependimento, estava bem tranquilo e disse que estava lúcido e ciente do que estava fazendo nesses crimes, teriam sido ações planejadas”, revelou Nóbrega, em maio.

J.T.C.S fazer uma nova vítima no dia 11 de maio daquele ano, no bairro Bigorrilho. Na ocasião, a vítima conseguiu resistir ao ataque e sobreviveu, mas teve alguns bens roubados.

Uma das vítimas tinha 30 anos, era enfermeiro e seria natural de Londrina, no norte do Paraná. Ele foi encontrado morto dentro de seu apartamento, deitado de bruços e com marcas violência, após amigos sentirem sua falta durante três dias. Ele vivia no bairro Lindoia, em Curitiba.

Ele teve seu corpo encontrado no dia 5 de maio, em um apartamento localizado no bairro Portão, também na capital paranaense. À época, a polícia levantou a hipótese de que ele tivesse morrido asfixiado.

Outro homem morreu aos 35 anos, após também ser vítima do suspeito. Ele foi encontrado morto no dia 17 de abril, em uma cidade do oeste catarinense. Professor por formação, ele lecionava geografia na Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS). Familiares foram os responsáveis por encontrá-lo sobre uma cama. Vários pertences dele, como celular e um carro, teriam sido levados pelo criminoso.

Fonte: Correio do Lago



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